Onde estão as mãos, esta noite

12 de Setembro a 02 de Outubro.

“Onde vamos pôr as mãos quando estivermos diante da liberdade?

Onde precisamos pôr as mãos para voltar a falar de futuro?”

Descrição Completa

O primeiro beijo entre as linguagens digital e teatral que efetivamente produziu fagulhas. Nem o teatro nem o Zoom foram para mim os mesmos depois de testemunhar seu “match” nesse trabalho.”_Patrick Pessoa, crítico de teatro do jornal O Globo

 “Onde estão as Mãos esta Noite se impõe como uma proposta, dada a reverberação capaz de provocar no espectador.”_Daniel Schenker, crítico de teatro.

 “Esses três artistas conseguiram criar uma obra tão eloquente dos nossos tempos e ao mesmo tempo que fala muito sobre o humano. Um trabalho com tamanha qualidade, se apropriando dos meios que temos hoje, artistas de teatro na pandemia (…) nos dando esperança e motivação para continuarmos criando.”_Testemunho de espectador da primeira temporada.

SINOPSE:

Onde estão as mãos esta noite, uma indagação sobre o humano quando visto à distância.

Uma mulher na sala de casa. Isolada e sozinha no lugar que deveria representar apenas segurança e bem-estar, uma relação aumentada surge com os objetos, com a dimensão dos espaços, com a constituição de um corpo que agora precisa ser observado de perto. Quais serão os verdadeiros sintomas de que estamos deixando de existir? Quais os gestos que confirmarão a nossa existência de agora em diante?

Parte integrante de uma humanidade que já experimentou em outros momentos da história a ameaça da extinção, a estupefação à beira do abismo, da sala de casa esta mulher deixa vir à tona a observação aguçada dos pequenos acontecimentos que apenas confirmam a fragilidade de todos nós, os seres vivos: de qual tipo de vitória, afinal, estamos precisando?, que tipo de liberdade e que tipo de paz estamos perseguindo? O que, de fato, significaria a nossa cura?

Usando a memória, as mãos e o contato profundo com a humanidade que nos precede, Onde estão as mãos, esta noite parte do corpo de uma mulher para entrar em contato com a ancestralidade, com as questões que nos inquietam e acendem há séculos. De quais remédios nós, tremendamente humanos, seguiremos precisando?

Uma “peça de quarentena” que pousa no absoluto presente, naquilo que continua ao nosso alcance: o poder de fabulação de um novo mundo. O silêncio e as perguntas sem resposta, companheiros do ser humano, confirmam que seguimos vivos e parte indissociável de um todo.

Duração: 35 minutos. Seguido de bate-papo com os realizadores sobre o processo de criação.

Ficha Técnica:

Atuação: Karen Coelho

Direção: Moacir Chaves

Dramaturgia: Juliana Leite

Direção de arte: Luiz Wachelke

Instagram: @ondeestaoasmaos

email: maosaoteatro@gmail.com

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